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Empatia e assertividade como andam juntas?

Você já imaginou ter mais empatia e assertividade em seus diálogos?

Assertividade e empatia juntas… vem com a gente saber mais sobre como a tensão entre empatia e a assertividade podem ser usadas com muito sucesso.

Muito se tem falado sobre empatia no mundo corporativo e nas relações, e, nosso desafio é trazer um olhar que possa efetivamente mostrar os benefícios e utilidades de tal conceito.

Na minha visão o binômio empatia e assertividade estão no patamar de requisitos obrigatórios para o sucesso nos diálogos em diversos contextos.

Apesar de conhecido, trago a conceituação de empatia e a indicação de vídeos que vão materializar a utilização, nossa intenção é fazermos uma combinação “matadora”.

A empatia e a assertividade são aspectos da boa comunicação, vamos te contar como:

Para tanto, temos que trazer algumas definições sobre empatia:

A base de nosso texto está na obra Mais que Vencer de Robert H. MNookin, Scott R. Ppet e Andrew S. Tulumello, vejamos:

Empatia: “Demonstrar compreensão das necessidades, interesses e perspectiva do outro lado, sem necessariamente haver concordância”.

A empatia é, portanto, a capacidade de colocar-se no lugar de outra pessoa em determinadas situações para sentir efetivamente e/ou procurar entender o que o outro está sentindo. Ser empático não quer dizer que concordamos com a posição do outro, mas sim, que entendemos e conseguimos olhar pela ótica do outro.

Costumo dizer que a empatia é como criar a “Golden build” a ponte de ouro, estar ao lado deles, sem tomar o “lado deles”.

Quando entendemos sob a ótica do nosso interlocutor, tudo fica mais claro e as ferramentas podem ser utilizadas de maneira fluida.

Assertividade:  que é a capacidade de “defender suas próprias necessidades, interesses e perspectivas”, sem agressividade ou aceitação passiva de algo que discorde.

Naturalmente, a empatia e a assertividade fazem parte das relações humanas, mas normalmente ocorrem de forma espontânea e não provocada, o que resulta em seu uso esporádico ou imprevisível, existindo diversos tipos de comportamentos durante uma conversa ou negociação por exemplo.

Segundo a obra Mais que Vencer, a empatia não pode ser confundida com a simpatia, não sendo necessário ter qualquer sentimento emotivo pela outra pessoa ou empresa, mas sim um “modo de observação neutro em valor”, explorando e descrevendo sem compromisso o mundo perceptivo do outro.

A empatia não exige que as pessoas tenham simpatia pelo estado das outras” – para “sentir sua dor”. A empatia não se relaciona com amabilidade”.

A empatia permite ao interlocutor entender mais adequadamente a situação oposta, porém, é necessário ser assertivo e ao analisar o que o outro está dizendo, posicionar-se de modo a não criar um embate, nem esconder informações, necessário assumir responsabilidades decorrentes de erros e acertos, pois nessas situações, é necessário ter cuidado e sempre buscar o equilíbrio entre a empatia e a assertividade, buscando sempre o equilíbrio entre ambas.

Como ser assertivo e empático ao mesmo tempo?

Empatia e assertividade como andam juntas?

Imagem de MasterTux via Pixabay

A resposta vem do uso de outra técnica da mediação combinada com as já expostas: a escuta ativa, que é a capacidade de ouvir o próximo sem julgamentos e grandes interrupções de forma a facilitar a elaboração de perguntas e desenvolvimento do diálogo, “escuta recíproca, a identificação das posições e interesses dos envolvidos. Enquanto as posições retratam as posturas assumidas pela pessoa como suas pretensões, os interesses revelam seus desejos, suas preocupações e necessidades.”

Além disso, diálogos e negociações realizados utilizando essas técnicas, tendem a ser mais duradouros e mais fortes, pois quando há compreensão e clareza no desenvolvimento dessas relações as partes tendem a executar e respeitar o que foi discutido ou tratado, trazendo satisfação mútua.5

Portanto, ouvir o que os outros tem a dizer é o primeiro e principal passo para o desenvolvimento da empatia e uso correto da assertividade, absorvendo as informações sem pré-julgamentos ou preconceitos, colocando-se sob a ótica que os demais indivíduos tem sobre a situação, procurando compreender a razão de suas posturas e após, pontuar e fazer considerações de forma respeitosa de modo à criar e agregar valor ao diálogo em andamento e trazer recursos para a percepção e correção de mal entendidos a respeito de pessoas e empresas que possam vir a surgir antes ou durante a conversa.

A linha entre a agressividade e a assertividade é extremamente tênue e pode ser confundida por aqueles que não dispõem de um repertório de ferramentas de mediação para combinar em seus diálogos.

A matéria prima de uma comunicação fluida eficiente é justamente o acesso a conceitos, das múltiplas partes, ouvir e entender, sem necessariamente concordar.

Assim, uma postura empática e assertiva visando a comunicação, percepção e compreensão nos torna pessoas mais justas e respeitosas, trabalhando no sistema de ganha-ganha, gerando confiança e segurança para todos os envolvidos, pois quanto mais compreendermos o ponto de vista do outro, mais seremos capazes de  enxergar oportunidades expostas em opiniões nos capacitando e preparando para elas.

O exercício da empatia e da assertividade é estimulado pela curiosidade em aprender e entender sobre o outro. “Todos nós contamos histórias o tempo todo e o outro infalivelmente terá uma sobre sua negociação”, portanto, se não conseguirmos compreender a situação do outro, quer dizer que ainda não possuímos informações suficientes e, portanto, a curiosidade é será útil para o andamento do diálogo, foco no diálogo e não no debate.

As perguntas são a intervenção mais significativa em mecanismos  de diálogos , têm a intenção de gerar reflexão, informação e ideias, alicerces da compreensão.

As palavras e o tom utilizados em suas formulações devem ser cuidadosamente pensadas, pois podem ajudar a gerar movimento e compreensão ou, ao contrário, provocar paralisia e revolta

A geração de informações via perguntas auxilia não somente a desfazer incompreensões, como em especial a ampliar percepções com vistas ao entendimento.

Por fim, para atingirmos o diálogo, temos que ouvir para compreender, atentamente checando meu entendimento, formulando perguntas sempre do lugar da curiosidade, para entendermos mais,  sem defender nosso ponto de vista, mas sim compartilhando nosso pontos de vista. Eis aqui o diálogo!

Diferentes formas de conversar, construir relações entre as pessoas.